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Estratégias financeiras do Internacional: Desvendando os recursos por trás das contratações

Aprofundando-se na gestão econômica do Inter e as razões por trás das contratações de Borré e outros

O Internacional tem sido o centro das atenções no mercado de transferências, com cinco contratações de peso e a perspectiva de mais quatro reforços. Entre as novas aquisições, Rafael Borré destaca-se como a “cereja do bolo” na busca pelo retorno aos títulos. Contudo, a pergunta que paira no ar é: de onde vem o dinheiro para essas movimentações, especialmente considerando o discurso recente sobre fragilidade financeira?

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Até o momento, o clube investiu aproximadamente 7 milhões de euros (R$ 37,5 mi) nessa janela de transferências, trazendo jogadores como Ivan, Robert Renan, Hyoran, Lucas Alario e Borré. O vice-presidente do Internacional, Dalton Schimitt Júnior, esclarece que a estratégia não envolve a descoberta de petróleo no Beira-Rio, mas sim a utilização do orçamento aprovado pelo conselho.

Schimitt destaca que as contratações foram realizadas de maneira estratégica, aproveitando oportunidades de mercado. O zagueiro Robert Renan veio por empréstimo, o meia Hyoran estava livre após encerrar sua relação com o Atlético-MG, e o atacante Alario, apesar de vir de lesão, foi incorporado em condições favoráveis.

A contratação mais expressiva foi a de Rafael Borré, por 6,2 milhões de euros (R$ 33,8 milhões). Esse montante será pago em três parcelas anuais, sendo 2 milhões de euros (R$ 10,74 milhões) em cada uma, com a última parcela de 200 mil euros (R$ 1,07 milhão). Alario, por sua vez, teve um custo de 500 mil euros (R$ 2,68 milhões), também parcelados.

Para lidar com o desafio financeiro, a diretoria prometeu um investimento total de R$ 100 milhões no futebol, incluindo negociações e salários. No entanto, ao converter esse valor para euros, a quantia torna-se mais realista, cerca de 18,67 milhões de euros.

Schimitt esclarece que a estratégia de parcelamento é essencial para não comprometer o orçamento de uma só vez, especialmente em contratações significativas como a de Borré. O clube busca equilibrar as despesas ao longo dos anos contratuais de cada jogador.

Investimentos planejados e parcelamentos estratégicos: O segredo financeiro do Internacional

Para financiar essas movimentações, o Internacional contou com o aumento de receitas, patrocínios, a venda do jogador Johnny ao Betis e a adesão expressiva de mais de 125 mil sócios ao quadro social, mesmo em um período sem jogos.

O vice-presidente destaca que o dinheiro proveniente da assinatura com a Liga Forte União, que repassou R$ 109 milhões ao clube no ano passado, não foi utilizado para as contratações recentes. Esse montante foi direcionado para melhorar o fluxo de caixa, abatendo dívidas com juros mais elevados.

Olhando para o futuro, o Internacional planeja a implementação de um fundo de investimentos, uma estratégia estudada há mais de um ano. O objetivo é captar R$ 200 milhões, contando com investidores institucionais e até mesmo torcedores. A aprovação desse projeto pode representar um novo capítulo na busca pela estabilidade financeira e competitividade no cenário esportivo.

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